Ministro do STF mandou recolher dados privados de Vorcaro e fechar a sala-cofre da CPMI do INSS depois de vazamentosMinistro do STF mandou recolher dados privados de Vorcaro e fechar a sala-cofre da CPMI do INSS depois de vazamentos

Viana diz que ordem de Mendonça foi recebida com “maturidade”

2026/03/17 23:42
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O presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta 3ª feira (17.mar.2026) que a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi recebida com “maturidade institucional” e respeito.

A medida determina o fechamento da chamada “sala-cofre” da comissão e a retirada, pela PF (Polícia Federal), de dados de caráter privado do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, obtidos por quebra de sigilo. Segundo o ministro, o objetivo é separar informações de interesse da investigação daquelas ligadas exclusivamente à vida pessoal do investigado, após vazamentos. 

A quebra do sigilo dos dados telemáticos de Vorcaro identificou que ele mantinha os números de telefone de autoridades dos Três Poderes, como 3 ministros do STF; parentes de ministros, como a advogada Viviane de Moraes; 6 congressistas; além de 2 diretores do BC (Banco Central) –autarquia que regula e investiga o Master.

Para Viana, a decisão preserva a validade das provas.

“A decisão do ministro André Mendonça […] está sendo recebida por essa presidência com respeito à maturidade institucional e total alinhamento. Essa é uma decisão que protege a investigação, protege a prova e protege o resultado que o Brasil espera”, declarou aos jornalistas.

Assista (52s):

O senador afirmou que houve tentativas de acesso indevido e divulgação de conteúdos sigilosos, inclusive informações pessoais que não interessam à apuração. Segundo ele, a restrição evita que o material seja questionado judicialmente. “O mais importante é preservar o material para que nenhuma prova seja anulada”, disse.

A decisão de Mendonça também prevê que a PF, em conjunto com a presidência da CPMI, faça uma nova triagem dos dados antes de eventual compartilhamento com os parlamentares.

INVESTIGAÇÃO

Viana afirmou que a CPMI seguirá atuando em conjunto com a Polícia Federal e a CGU (Controladoria Geral da União) na apuração de fraudes que atingiram aposentados e pensionistas. “Estamos diante de algo muito grave”, disse.

Segundo ele, já há 14 pessoas presas e indícios da atuação de ao menos três grupos no esquema. O senador também citou medidas recentes, como a suspensão de operações de crédito consignado, como reflexo das investigações.

PRÓXIMOS PASSOS

O presidente da CPMI disse que convocou reunião com a Advocacia do Senado para avaliar a decisão do STF e discutir quando o material poderá voltar à comissão após a retirada dos dados privados.

Viana também defendeu a prorrogação dos trabalhos. “Se a CPMI não for prorrogada, quem vai perder é o Brasil”, afirmou.

Ele ainda criticou a dependência de decisões do STF para garantir o andamento das investigações no Congresso, especialmente em casos de ausência de investigados convocados.

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