Labubu sai de cena e dá lugar a ursinhos e personagens nas bolsas de luxo — Foto: Divulgação Prada
Em 2025, o Labubu deixou de ser apenas um item ligado ao universo infantil para se transformar em um dos símbolos mais reconhecíveis da moda e da cultura pop. Os pequenos monstros, usados como chaveiros e pendurados em bolsas, tomaram as ruas, dominaram as redes sociais e marcaram presença em semanas de moda internacionais. A popularidade foi tamanha que ultrapassou o circuito fashion, alimentou o mercado de falsificações e despertou o interesse imediato de casas de luxo, que passaram a observar o fenômeno com atenção.
Com o passar dos meses, no entanto, o fôlego da tendência começou a diminuir. O nome Labubu já não aparece com a mesma frequência nas conversas entre fashionistas, e o mercado se movimenta para ocupar o espaço deixado pelo acessório viral. Atentas a esse ciclo acelerado da moda, grifes de luxo passaram a apostar em novos personagens e objetos colecionáveis, tentando criar o próximo item-desejo capaz de unir afeto, estilo e status.
A Prada entrou nessa disputa com o Teddy, uma série de ursinhos de pelúcia convertidos em acessórios de luxo. Vestidos com versões miniaturizadas de looks da própria marca, os bonecos são vendidos por valores que ultrapassam os R$ 5 mil no site oficial. Produzidos em edição limitada, os teddies passaram a integrar a estratégia comercial da grife, aparecendo com frequência nas redes sociais como sugestão de presente e objeto de desejo para colecionadores.
A Fendi, por sua vez, adotou uma abordagem mais ambiciosa ao desenvolver uma linha completa de personagens autorais. Diferentemente de outros lançamentos do gênero, os bonecos da marca italiana ganharam nomes próprios — como Harry, Filippo, Tim e Jinny —, além de estilos, expressões e acessórios distintos. Cada um carrega uma identidade visual definida, reforçando a ideia de que não se trata apenas de um adorno, mas de uma extensão do universo criativo da grife.
Moda pós-Labubu: Fendi disputa o próximo acessório desejo — Foto: Divulgação Fendi
Outro ponto que chama atenção na proposta da Fendi é a escala. Disponíveis em diferentes tamanhos, alguns dos bonecos chegam a rivalizar com as próprias bolsas em dimensão, sinalizando que o maximalismo deve seguir como uma das apostas fortes para 2026. Mais do que substituir um acessório viral, a marca parece interessada em ampliar o diálogo entre moda, design e colecionismo.


Termina na sexta-feira (9) em Los Angeles, nos Estados Unidos, o Consumer Electronics Show (CES) 2026, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo. Nela,