Ataques físicos contra detentores de criptomoedas estão mais frequentes e mais violentos, segundo uma análise recente baseada em dados globais do setor.
Além disso, os registros indicam que a gravidade média desses crimes aumentou de forma consistente nos últimos anos.
Os chamados wrench attacks envolvem agressões físicas ou ameaças diretas para forçar vítimas a transferirem criptomoedas. Nesse contexto, o investidor e analista Haseeb Qureshi aponta que esses ataques não apenas cresceram em número, como também se tornaram mais severos.
Capitalização de mercado vs. frequência de ataques – Fonte: Qureshi
Para chegar a essa conclusão, Qureshi analisou um banco de dados mantido por Jameson Lopp, referência em segurança no ecossistema Bitcoin. O levantamento, por sua vez, classifica os ataques em cinco níveis, que vão de agressões menores até casos fatais.
Com o passar do tempo, a média de gravidade subiu de forma clara. Além disso, os dados revelam uma forte correlação entre a violência e o preço dos criptoativos.
Segundo ele, uma regressão simples mostra que 45% da variação na frequência dos ataques pode ser explicada apenas pela capitalização total do mercado.
Do ponto de vista geográfico, o aumento mais acentuado ocorre na Europa Ocidental e em partes da Ásia-Pacífico. Por outro lado, a América do Norte segue relativamente mais segura, embora também registre crescimento em números absolutos.
Entretanto, a análise traz um contraponto relevante, quando os ataques são ajustados pelo crescimento do número de usuários, o risco relativo diminui.
Em termos proporcionais, portanto, o ambiente era mais perigoso em 2015 e 2018 do que atualmente. Isso ocorre porque, ao longo do tempo, o número de usuários cresceu muito mais rápido do que os episódios de violência.
Ainda assim, o alerta permanece.
Enquanto os ataques físicos avançam, outros vetores de crime recuam, de acordo com a Scam Sniffer, golpes de phishing com drenagem de carteiras caíram 83% em 2025.
As perdas totalizaram US$ 83,85 milhões, contra quase US$ 494 milhões no ano anterior, além disso, o número de vítimas recuou 68%, chegando a cerca de 106 mil usuários.
Apesar dessa queda, a empresa alerta que golpes digitais continuam seguindo ciclos de mercado. Por isso, no terceiro trimestre, durante a forte alta do Ethereum, as perdas voltaram a subir e alcançaram US$ 31 milhões.
O avanço dos ataques físicos indica um novo estágio de risco no mercado cripto. À medida que os preços sobem, criminosos migram do ambiente digital para a violência direta.
Portanto, para grandes detentores, segurança pessoal passa a ser tão importante quanto segurança digital.
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