Por decisão monocrática, a Corte de Contas investiga se houve omissão na fiscalização ao Master; Banco Central argumenta que a medida deveria ter sido determinaPor decisão monocrática, a Corte de Contas investiga se houve omissão na fiscalização ao Master; Banco Central argumenta que a medida deveria ter sido determina

MP junto ao TCU diz que não cabe ao BC questionar inspeção no caso Master

2026/01/07 07:43

O subprocurador-geral da República Lucas Furtado, do MPTCU (Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União), criticou nesta 3ª feira (6.jan.2026) o BC (Banco Central) por ter questionado a decisão do TCU de fazer uma inspeção sobre o caso Master. “Não cabe ao BC dizer como deveriam ser as decisões do TCU”, afirmou Furtado.

O BC decretou a liquidação extrajudicial do Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, em 18 de novembro de 2025. O ministro do TCU Jhonatan de Jesus determinou na 2ª feira (5.jan) inspeção no BC sobre os procedimentos que levaram à liquidação.

A Autoridade Monetária havia dito ao TCU, em dezembro de 2025, que identificou no Banco Master “indícios de crimes de desvio de recursos e gestão fraudulenta”. Houve “inadequado gerenciamento” em operações de R$ 11,5 bilhões segundo o BC.

O ministro disse em seu despacho que as explicações sobre o caso fornecidas pelo BC ao TCU são insuficientes. Disse que poderá determinar medida cautelar para impedir a venda de ativos do Master.

O Banco Central apresentou embargos de declaração à decisão do ministro nos quais diz que a inspeção deveria ter sido determinada de forma colegiada na 1ª Turma da Corte de Contas.

Mas Furtado disse que não cabe ao BC dizer como devem ser os procedimentos no TCU. Ele afirmou que a Corte de Contas tem a prerrogativa de avaliar a atuação do BC no caso. “O foco não é o banco [Master], mas o Banco Central, caso tenha falhado ou sido omisso”, declarou.

O Poder360 perguntou ao BC qual a avaliação da instituição sobre o que disse o subprocurador-geral. Não houve resposta. O espaço permanece aberto. Se houver manifestação, a reportagem será atualizada.

Furtado disse que o BC é obrigado a cumprir a decisão do TCU e fornecer as informações pedidas na inspeção. Caso o BC pretenda contestar a decisão do TCU, afirmou, há só uma possibilidade: entrar com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal).

O subprocurador-geral mandou uma representação ao presidente do TCU, Vital do Rêgo, em 18 de novembro de 2025, quando o BC anunciou a liquidação do Master. Leia a íntegra (PDF – 205 kB). No documento, Furtado disse que o TCU deve avaliar se houve omissão do BC na fiscalização do banco.

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