O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, criticou os Estados Unidos nesta 2ª feira (5.jan.2026) depois da operação que prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda). Disse que os norte-americanos se consideram “a polícia do mundo” e que essa posição não pode ser aceita pela comunidade internacional.
“Nunca acreditamos que qualquer país possa agir como polícia internacional, nem concordamos que qualquer país possa se autoproclamar juiz internacional. A soberania e a segurança de todos os países devem ser plenamente protegidas pelo direito internacional”, disse Wang Yi durante uma reunião com o Ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar.
Segundo Wang Yi, a operação norte-americana na Venezuela escancara que o cenário internacional atual é “complexo” e “volátil”. Para o chanceler chinês, “o bullying unilateral está se tornando mais desenfreado”.
Ao lado do chanceler paquistanês, Wang Yi disse que é necessário uma união entre os países para aplicar as leis internacionais e “aderir ao princípio fundamental da moralidade internacional”.
As declarações de Wang Yi ecoam o posicionamento chinês diante do conflito entre os EUA e a Venezuela. O movimento da 2ª maior economia do mundo é de valorizar as instituições internacionais e buscar apoio para reprimir as ações norte-americanas na Venezuela, mas sem ir atrás de um protagonismo.
No domingo, a China pediu aos EUA a libertação de Maduro e de sua mulher Cilia Flores e classificou a operação militar norte-americana como “ilegal”. A China apoiou o pedido da Colômbia por uma reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), que acontecerá nesta 2ª feira (5.jan).
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