O JPMorgan, um dos maiores bancos do mundo, enfrenta uma ação coletiva pelo seu papel num enorme esquema Ponzi de cripto. A ação alega que o banco facilitou transações para a Goliath Ventures, um esquema que defraudou mais de 2.000 investidores em 328 milhões de dólares ao longo de dois anos. A ironia não passou despercebida, já que o JPMorgan há muito critica o Bitcoin e alerta os investidores sobre burlas de cripto.
A ação contra o JPMorgan foi apresentada a 12 de março de 2026, no tribunal federal da Califórnia pelo Sonn Law Group. Os queixosos alegam que o banco processou transferências bancárias para o esquema Ponzi sem dar o alarme. Apesar de cobrar taxas pelas transações, o JPMorgan alegadamente ignorou múltiplos sinais de alerta.
Durante dois anos, o esquema terá movimentado grandes quantias de dinheiro rapidamente, mas o banco não interveio. Os investidores argumentam que a falha do JPMorgan permitiu fraude em grande escala.
O JPMorgan tem criticado publicamente o Bitcoin há anos, chamando-lhe uma fraude e alertando os investidores de retalho para os perigos da criptomoeda. No entanto, segundo a ação, os próprios sistemas do banco alegadamente ajudaram a Goliath Ventures a operar. Muitos na comunidade cripto têm apontado o contraste gritante entre os avisos do banco e o seu alegado envolvimento.
Esta situação levantou questões sobre supervisão e responsabilidade nas instituições financeiras tradicionais. Enquanto os reguladores se concentram frequentemente em proteger os consumidores de burlas de cripto, esta ação destaca que os próprios bancos podem representar riscos significativos se não monitorizarem atividades suspeitas.
A ação contra o JPMorgan alega que mais de 2.000 investidores perderam o seu dinheiro no esquema. No total, a alegada fraude ascende a 328 milhões de dólares. Especialistas jurídicos notam que, se os queixosos tiverem sucesso, pode criar um precedente para responsabilizar os bancos pelo processamento de transações ligadas a projetos cripto fraudulentos.
Em resposta, o JPMorgan não admitiu publicamente qualquer irregularidade. No entanto, o caso está a chamar a atenção para a forma como os bancos lidam com transações de criptomoeda e se as salvaguardas existentes são suficientes. Os investidores e a indústria financeira em geral estão a observar atentamente, pois o resultado pode impactar a forma como os bancos tradicionais interagem com empreendimentos cripto no futuro.
O caso da Goliath Ventures é um lembrete de que as maiores ameaças aos investidores podem por vezes vir de lugares inesperados. Neste caso, segundo a ação, não foi a cripto em si — mas o banco por trás do balcão.
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