Os novos relatórios divulgados nesta sexta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxeram ajustes nas estimativas de produção e estoques de grãos no Brasil.
Segundo Guto Gioielli, analista CNPI e fundador do Portal das Commodities, as diferenças entre os dois levantamentos existem, mas não alteram de forma relevante o quadro geral de oferta.
O principal indicador acompanhado pelo mercado é o estoque de passagem, que representa o volume de produto que permanece disponível ao final de uma safra e passa para o ciclo seguinte.
Confira a análise do pregão na íntegra:
No caso do milho, a produção teve uma leve redução nas estimativas, enquanto o consumo praticamente não mudou. O suprimento total — soma de estoque inicial, produção e importações — foi estimado em cerca de 152,6 milhões de toneladas.
As exportações permanecem projetadas em 46,5 milhões de toneladas, enquanto o estoque final foi revisado de 11,7 milhões para 11,5 milhões de toneladas.
De acordo com Gioielli, o histórico recente mostra que o volume exportado pode superar as projeções oficiais. Em 2025, por exemplo, as vendas externas chegaram a cerca de 40 milhões de toneladas, acima da estimativa inicial de 34 milhões.
Os embarques brasileiros de milho também mostram ritmo superior ao observado no início do ano passado.
Até agora, o país já exportou cerca de 5,8 milhões de toneladas, enquanto as importações somam aproximadamente 1,83 milhão de toneladas. Segundo o analista, janeiro e fevereiro registraram volumes de exportação superiores aos do mesmo período do ano anterior, e os próximos meses podem manter esse ritmo.
Para a soja, as projeções indicam aumento na produção brasileira. A safra é estimada em 177,8 milhões de toneladas, avanço de cerca de 3,7% em relação ao ciclo anterior.
O crescimento está ligado principalmente ao aumento de produtividade. A área plantada ficou próxima de 48 milhões de hectares, com ganho médio de rendimento por hectare.
As exportações também começaram o ano em ritmo mais acelerado. Até agora, o Brasil embarcou aproximadamente 8,9 milhões de toneladas, acima das cerca de 7,5 milhões registradas no mesmo período do ano passado.
No mercado de proteínas, os dados mostram aumento nas vendas externas de carne bovina. O Brasil já exportou cerca de 415 mil toneladas em 2026, acima das 314 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025.
O principal destino das exportações continua sendo a China, que concentra grande parte das compras da proteína brasileira.
O mercado de café registrou queda nas cotações após a divulgação de novas estimativas de produção.
Segundo Gioielli, relatórios indicam aumento na oferta global, com destaque para variedades robusta e conilon. A expectativa de maior disponibilidade pressionou os preços nos mercados futuros.
No mercado pecuário, o boi gordo apresentou oscilações. Segundo a análise, as exportações seguem firmes, mas o consumo interno mostra sinais de desaceleração.
Ao mesmo tempo, a oferta de animais disponíveis para abate continua restrita. Essa combinação tem limitado movimentos mais intensos de queda nas cotações.
Quanto aos dados revelados pela Conab, eles mostraram aumento nas vendas externas de carne bovina. O Brasil já exportou cerca de 415 mil toneladas em 2026, acima das 314 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025.
O principal destino das exportações continua sendo a China, que concentra grande parte das compras da proteína brasileira.
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