O governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à presidência, Eduardo Leite (PSD), afirmou na 4ª feira (11.mar.2026) que se posiciona politicamente “mais do centro para a direita”, por defender uma agenda reformista e de mudanças na estrutura do Estado. Segundo ele, a esquerda costuma ter mais dificuldade em compreender a necessidade de reestruturar a máquina pública.
O governador pretende liderar uma alternativa à polarização política nas eleições de 2026. Segundo ele, o objetivo é construir um projeto capaz de dialogar tanto com eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto com os do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Assista (34seg):
A declaração foi dada em entrevista ao Poder360 gravada no estúdio do jornal digital. Leite disse que busca convencer o eleitorado por meio de propostas e resultados administrativos, e não pela tentativa de desqualificar adversários. “O que a gente vê hoje é uma política cuja energia está colocada em destruir o adversário”, afirmou.
Assista à íntegra da entrevista (39min09s):
Leite disputa internamente no PSD a indicação para concorrer ao Planalto. O governador disse respeitar os demais nomes que aparecem como possíveis candidatos, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior. Segundo ele, os dois têm bons resultados administrativos em seus Estados. A sigla deve escolher seu candidato ao Palácio Planalto até o dia 31 de março.
O governador disse que pretende dialogar com diferentes grupos do eleitorado, inclusive aqueles que hoje apoiam Lula ou o bolsonarismo. Segundo ele, as preocupações desses eleitores são legítimas e não precisam ser tratadas como incompatíveis.
De acordo com o governador, parte do eleitorado que apoia Lula está mobilizada por temas sociais, como inclusão e diversidade. Já os eleitores que se identificam com o bolsonarismo demonstraram preocupação com segurança pública, ambiente de negócios e carga tributária.
“Eu não quero conversar simplesmente com Lula ou com Bolsonaro. Quero conversar com os eleitores deles”, afirmou.
Leite disse que essas agendas podem ser conciliadas em um projeto político que combine responsabilidade fiscal, estímulo ao empreendedorismo e políticas sociais.
O governador também afirmou que o Brasil precisará realizar reformas estruturais para enfrentar o crescimento da dívida pública e o aumento das despesas obrigatórias.
Entre as propostas citadas estão:


