Aliados do governo criticam ofensas contra a deputada após eleição para presidir a Comissão da MulherAliados do governo criticam ofensas contra a deputada após eleição para presidir a Comissão da Mulher

Governistas defendem Erika Hilton após comentários transfóbicos

2026/03/13 03:32
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Políticos da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defenderam a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) de ataques transfóbicos nas redes sociais nesta 5ª feira (12.mar.2026). As publicações vieram depois de sua eleição para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, na 3ª feira (11.mar.2026).

O secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), afirmou que a deputada tem sido alvo de ataques depois de assumir o cargo. Disse prestar “solidariedade a Erika Hilton, alvo de ataques do bolsonarismo”, e afirmou que “transfobia é inaceitável”.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) criticou as reações à eleição da deputada. Disse que se surpreende ao ver pessoas mais indignadas com a escolha de Hilton para o comando da comissão do que com “o número alarmante e crescente de violência contra as mulheres”.

A deputada Duda Salabert (PDT-MG) afirmou que acionou o Ministério Público contra o apresentador Ratinho por comentários transfóbicos sobre Hilton.

Já o deputado Rogério Correia (PT-MG) disse que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as críticas contra a deputada como “cortina de fumaça”.

Hilton recebeu 11 votos para presidir o colegiado. A 1ª vice-presidência ficará com Laura Carneiro (PSD-RJ). Outros 10 congressistas votaram em branco. A comissão é presidida atualmente por Célia Xakriabá (Psol-MG).

A deputada será a 1ª congressista trans a comandar o colegiado na história da Câmara. Ela afirmou que pretende barrar retrocessos e priorizar projetos que ampliem os direitos das mulheres, considerando diferentes grupos, como indígenas, negras, mulheres com deficiência e LGBT+. Também disse que dará atenção a temas como saúde, condições de trabalho e combate ao feminicídio e à violência contra mulheres no país.

PROCESSO CONTRA RATINHO

Hilton protocolou nesta 5ª feira (12.mar.2026) uma representação no Ministério Público de São Paulo contra o apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho. A congressista pede a abertura de investigação criminal, a condenação à prisão e o pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.

A ação foi apresentada depois de comentários feitos por Ratinho durante seu programa no SBT, na noite de 4ª feira (11.mar), sobre a eleição da deputada. Eis a íntegra da representação (PDF – 275 kB).

Segundo o documento, o apresentador questionou a legitimidade de Hilton no cargo por ela ser uma mulher trans. Entre as declarações citadas na ação, Ratinho afirmou que a deputada “não é mulher, é trans” e disse que, para ser mulher, seria necessário “ter útero” e “menstruar”. Ele também questionou se a congressista teria condições de compreender “os problemas e desafios de quem nasceu mulher”.

CRíTICAS DA OPOSIÇÃO

Congressistas da oposição criticaram a eleição da deputada. A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) foi eleita 1ª vice-presidente. A escolha faz parte do processo anual de definição das presidências das comissões temáticas da Câmara para o ano legislativo de 2026.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também comentou o tema. “As deputadas mulheres não deveriam deixar a comissão de mulheres acontecer. Obstruir e fazer uma zorra até mudar a presidência. É o cúmulo aceitar isso”, disse.

O advogado Jeffrey Chiquini comentou a eleição nas redes sociais. “Daqui 7 anos, a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados vai fazer seu primeiro exame de próstata oficial e obrigatório”, escreveu.

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