Ministro diz que críticas à Corte muitas vezes buscam desviar atenção de crimes e interesses políticosMinistro diz que críticas à Corte muitas vezes buscam desviar atenção de crimes e interesses políticos

“O STF acerta muito mais do que erra”, afirma Flávio Dino

2026/03/11 23:18
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino afirmou, nesta 4ª feira (11.mar.2026), que a Corte “acerta muito mais do que erra” e que parte das críticas ao tribunal é motivada por interesses políticos ou por tentativas de desviar a atenção de crimes e irregularidades. A declaração foi publicada no perfil do ministro no Instagram, acompanhada de uma foto do Palácio do STF.

No texto, Dino disse reiterar posicionamento apresentado na sessão da 1ª Turma do STF realizada na 3ª feira (10.mar), colegiado que ele preside. Segundo o ministro, uma análise “isenta e técnica” das decisões da Corte demonstraria a atuação do tribunal em temas como o combate ao chamado orçamento secreto, a defesa de direitos indígenas, a proteção ao meio ambiente, o enfrentamento à pandemia de covid-19, a defesa da democracia e a proteção de mulheres, crianças e adolescentes contra crimes na internet.

Dino também citou como exemplo recente operações autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes contra facções criminosas no Rio de Janeiro. Segundo ele, decisões desse tipo ilustram a atuação do tribunal no combate ao crime organizado.

O ministro afirmou ainda que as “virtudes do STF” ajudam a explicar os ataques à instituição. Segundo Dino, há grupos “no Estado e no mercado” que buscam desviar o foco de seus próprios erros ou crimes por meio de críticas ao tribunal.

Na publicação, Dino também alertou que diagnósticos equivocados sobre o papel da Corte podem levar a “gigantescos desastres”. Para ele, em meio a críticas legítimas ao STF, avaliações incorretas acabam sendo repetidas “à exaustão” como se fossem verdadeiras.

O ministro concluiu afirmando que, em momentos de tensão política, é necessário manter “serenidade, moderação e prudência” para avaliar o papel das instituições e separar “o joio do trigo”.

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