O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (10) em alta de 1,40%, aos 183.447 pontos. A sessão foi marcada por forte queda nos preços do petróleo, acompanhada de menor percepção de risco geopolítico.
Os contratos do petróleo tipo Brent e WTI caíram mais de 11% no fechamento dos mercados em Londres e Nova York. A queda ocorreu após três fortes alta.
Investidores avaliaram relatos de fluxo de navios no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, e informações de que a Agência Internacional de Energia (AIE) pode ampliar a oferta global da commodity.
Na semana, a Bolsa sobe 2,28%. Apesar disso, o índice ainda recua 2,83% no mês. Em 2026, a valorização é de 13,85%.
As ações da Petrobras acompanharam a queda do petróleo. Os papéis ordinários (ON) caíram 0,19% e os preferenciais (PN) recuaram 0,53%. Já a Vale subiu 1,64%. No setor bancário, os ganhos ficaram entre 1,48% para ações do Itaú Unibanco e 2,46% para o Bradesco.
Entre as maiores altas do dia ficaram Rumo (+6,96%), Magazine Luiza (+6,51%) e Cosan (+6,45%). Já entre as quedas, ficaram Raízen (-5,45%), Braskem (-4,47%) e Direcional (-3,84%).
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Investidores também acompanham as decisões de política monetária previstas para a próxima semana. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) define a taxa básica de juros, a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano.
A expectativa predominante no mercado é de corte de 0,50 ponto percentual, para 14,50% ao ano. Parte dos investidores, porém, considera a possibilidade de redução menor, de 0,25 ponto.
Nos Estados Unidos, a decisão de juros será anunciada pelo Federal Reserve (Fed) no mesmo dia, evento conhecido no mercado como “super quarta”.
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