O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão desta sexta-feira (6) em queda de 0,61%, aos 179.364,82 pontos, registrando O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão desta sexta-feira (6) em queda de 0,61%, aos 179.364,82 pontos, registrando

Morning Call: Disparada do petróleo e nomeação do novo líder supremo do Irã impactam mercados globais

2026/03/09 20:29
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão desta sexta-feira (6) em queda de 0,61%, aos 179.364,82 pontos, registrando o pior nível semanal em mais de dois anos. O desempenho foi comprometido principalmente pela queda das ações ligadas a metais e do setor bancário, dois dos segmentos com maior peso na carteira do índice.

Entre os destaques negativos do dia, as ações da Vale recuaram 2,99%, acompanhando a fraqueza do minério de ferro no exterior, enquanto a CSN registrou queda ainda mais intensa, de 4,26%. Já no setor financeiro, as units do Santander Brasil também pesaram sobre o índice, com baixa de 2,51%.

Na contramão, as ações da Petrobras avançaram após a divulgação do balanço anual, somando valorização de 4,12% (ON) e de 3,49% (PN), ajudando a limitar as perdas do índice.

Entre as maiores altas do pregão apareceram Brava Energia (+4,61%) e Prio (+4,27%). Já do lado negativo, o destaque foi a forte queda da Embraer, cujas ações despencaram 8,05%, refletindo a redução dos lucros no 4º trimestre sob impacto das tarifas dos Estados Unidos.

No câmbio, o dólar fechou o dia em queda de 0,82% frente ao real, cotado a R$ 5,24, com a desvalorização motivada pelo relatório mensal de emprego dos Estados Unidos (payroll) abaixo das expectativas.

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No cenário internacional, a semana começa sob forte tensão nos mercados globais, com o petróleo disparando acima de US$ 100 por barril, e os futuros das bolsas em Nova York em forte queda diante da escalada do conflito no Oriente Médio. A escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder do Irã elevou o risco geopolítico e aumentou o temor de um confronto mais amplo e prolongado na região.

Na noite deste domingo (8), os contratos futuros do petróleo chegaram a saltar quase 30%, rompendo a marca de US$ 100 por barril e se aproximando de US$ 120, o maior movimento de alta da história. A disparada reflete o risco de interrupções no fornecimento global em meio à guerra envolvendo os Estados Unidos e o Irã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que pretende encerrar o conflito até o início de abril e voltou a cobrar a rendição “incondicional” de Teerã. Segundo ele, a guerra só terminará quando os governantes iranianos forem eliminados.

No Brasil, a disparada do petróleo também muda o humor do mercado às vésperas da divulgação do IPCA de fevereiro, marcada para quinta-feira (12). O estresse nos preços de energia praticamente elimina, por enquanto, a expectativa de que o Banco Central (BC) possa iniciar um ciclo mais agressivo de cortes de juros.

Com o novo cenário, cresce a aposta de que o Comitê de Política Monetária (Copom) adote uma postura mais cautelosa, com redução de apenas 0,25 ponto percentual na Selic, ou até mesmo manutenção da taxa.

No mercado financeiro, a B3 passa a adotar, a partir desta segunda-feira (9), novos horários de negociação nos mercados de bolsa e balcão.

A mudança ocorre em razão do início do horário de verão em países como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido. Com o ajuste, o pregão regular passa a funcionar das 10h às 16h55.

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Manchetes desta manhã

  • Alta do petróleo e guerra com o Irã complicam decisões de BCs (Valor)
  • Economistas sobem previsão de juros, mas mantêm da inflação (Folha)
  • G7 discutirá a liberação de reservas estratégicas de petróleo (Estadão)
  • Agro atinge recorde de 1.990 pedidos de recuperação judicial em 2025, diz Serasa Experian ( O Globo)

Mercado global

As Bolsas da Europa operam em forte queda, impactadas pela aversão global ao risco diante da intensificação da guerra no Oriente Médio e da disparada do petróleo, que aumentam as preocupações com a economia mundial.

Na Ásia, os mercados também abriram a semana em forte queda com agravamento da guerra no Oriente Médio e a disparada do petróleo.

O tombo foi mais intenso no Japão, onde as perdas superaram 5%, e na Coreia do Sul; o índice Kospi caiu mais de 8% no início do pregão, acionando os mecanismos de interrupção de negociação e fechou em queda de 5,96%.

Em Nova York, os índices futuros abriram em queda, pressionados pela alta do petróleo, que ultrapassou US$ 100 por barril após a nomeação do novo líder supremo do Irã.

O aumento dos preços eleva os temores de desaceleração da economia americana e reforça preocupações com a inflação, afetando o apetite por risco nos mercados globais.

Confira os principais índices do mercado:

  • S&P 500 Futuro: -1,14%
  • FTSE 100: -1,34%
  • CAC 40: -2,06%
  • Nikkei 225: -5,2%
  • Hang Seng: -1,35%
  • Shanghai SE Comp: -0,67%
  • Ouro (abr): -0,87%, a US$ 5.113,7 por onça troy
  • Índice do dólar (DXY): +0,22%, aos 99,201 pontos
  • Bitcoin: +1,12% a US$ 68.029,15
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Commodities

  • Petróleo: após saltar quase 18% neste domingo com a nomeação do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, os contratos futuros disparam nesta segunda-feira, superando US$ 100 por barril, tendo atingido cerca de US$ 120 na madrugada, o maior nível desde 2022.
    A alta é impulsionada pela escalada da guerra entre EUA e Irã e pela paralisação do fluxo no Estreito de Ormuz, rota crucial para o petróleo global. Parte do rali perdeu força após notícias de que o G7 discute liberar reservas estratégicas e de que a Arábia Saudita estaria oferecendo petróleo no mercado à vista.
    O Brent/maio sobe13,83%, negociado a US$ 105,51 e o WTI/abril valoriza 14,02%, a US$ 103,68.
  • Minério de ferro: fechou em forte alta de 2,28% em Dalian, na China, cotado a US$ 113,44/ton. Na Bolsa de Singapura, o contrato de abril avançou 1,54%, a US$103,15/ton.
    A alta é impulsionada pela alta dos preços de energia e pelo aumento dos custos de frete em meio à guerra envolvendo o Irã.

Cenário internacional

Nos EUA, os dados de inflação ganham importância ainda maior para os mercados em meio ao cenário de guerra no Oriente Médio.

O índice de preços ao consumidor (CPI), que será divulgado na quarta-feira (11), e o índice de gastos com consumo (PCE), previsto para sexta-feira (13), devem ser acompanhados de perto pelos investidores em meio ao risco de novo choque inflacionário.

No contexto dos conflitos no Irã, em suas redes sociais, Trump minimizou o impacto da disparada do petróleo, afirmando que o aumento de preços é um custo “muito pequeno” para garantir a paz. “Só tolos pensariam diferente”, escreveu.

A tensão também foi ampliada após ameaças do Exército de Israel de eliminar qualquer sucessor da liderança iraniana. A possibilidade de uma escalada prolongada reforça o temor de um choque energético global.

O alerta mais duro veio do ministro da Energia do Catar, Saad al-Kaabi, que afirmou que o petróleo pode chegar a US$ 150 por barril caso o conflito se prolongue. Segundo ele, o restabelecimento do fluxo de petróleo do Golfo Pérsico pode levar semanas ou até meses, dependendo da evolução da guerra.

Na China, a inflação ao consumidor em fevereiro subiu 1,3%, a maior leitura em três anos. No mês anterior, o índice havia registrado alta bem mais moderada, de 0,2%.

Cenário nacional

No Brasil, uma nova pesquisa do Datafolha aponta mudança relevante no cenário eleitoral, com perda de vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e avanço da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro na corrida pelo Palácio do Planalto.

Em uma simulação de 2º turno, Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 43%, configurando empate técnico. No levantamento anterior, o presidente tinha 51%, contra 38% do senador. O crescimento de Flávio também aparece nas respostas espontâneas: ele passou de não citado em dezembro para 12% das intenções de voto, enquanto Lula oscilou de 24% para 25%.

O estudo também aponta equilíbrio no índice de rejeição. Segundo a pesquisa, 46% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula, enquanto 45% dizem que não escolheriam Flávio Bolsonaro.

Entre os nomes da centro-direita testados pelo instituto, o mais competitivo é o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que aparece com 41% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Lula, que teria 45%. Ele supera outros possíveis candidatos do campo conservador, como Ronaldo Caiado, com 36% contra 46% do petista, e Eduardo Leite, que aparece com 34% contra 46% do presidente.

O Datafolha também testou um cenário hipotético em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seria o candidato governista contra Flávio Bolsonaro. Nesse caso, o senador venceria por 33% a 21%.

Na disputa pelo governo de São Paulo, o atual governador Tarcísio de Freitas lidera com folga no primeiro turno, com 44% das intenções de voto, contra 31% de Haddad. Em um cenário em que o candidato seja Geraldo Alckmin, a vantagem do governador aumenta: 46% contra 26%.

Em uma eventual segunda rodada, Tarcísio também venceria os dois adversários: 52% a 37% contra Haddad e 50% a 39% contra Alckmin, segundo o levantamento.

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Destaques do mercado corporativo

  • Petrobras: recebeu indicações de acionistas para os conselhos de administração e fiscal, que serão votadas em assembleia prevista para 2026.
  • Cosan: a S&P rebaixou o rating corporativo para BB- e colocou a nota em observação negativa devido a menor flexibilidade financeira e riscos ligados à Raízen.
  • Braskem: o Cade aprovou operação que pode levar o fundo IG4 a assumir participação hoje detida pela Novonor, enquanto a Norges Bank reduziu sua fatia na empresa.
  • SLC Agrícola: recebeu R$ 59,7 milhões referentes à parcela remanescente de operação de associação com fundos administrados pelo BTG Pactual.
  • Odontoprev: convocou assembleia para deliberar sobre a incorporação de ações da Bradesco Gestão de Saúde.

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