Imagem mostra a cidade de Teerã, no Irã, após bombardeios — Foto: Getty Images
O Irã permanece sob um bloqueio de internet quase total, afirmou o site de monitoramento de dados NetBlocks neste sábado. "Uma semana inteira se passou desde que o #Irã mergulhou na escuridão digital ,sob um bloqueio nacional da internet imposto pelo regime", disse a NetBlocks em uma publicação nas redes sociais.
“A medida permanece em vigor após 168 horas, deixando o público isolado, sem atualizações e alertas vitais, enquanto autoridades e a mídia estatal mantêm o acesso”, afirmou a NetBlocks. Segundo a publicação, o tráfego de internet em cerca de 1% dos níveis normais.
Os ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã continuaram no sábado, uma semana após o lançamento de sua campanha conjunta para desmantelar as capacidades nucleares e de mísseis balísticos de Teerã, enquanto também pressionam por uma mudança de regime.
O Irã já implementou bloqueios de internet durante períodos de agitação social no passado. Um quase apagão semelhante foi imposto por várias semanas em janeiro, em meio a protestos generalizados no país, lembra a CNBC.
No entanto, alguns analistas disseram que fatores adicionais podem estar contribuindo para a interrupção da internet.
"Embora a causa exata ainda não esteja clara, é quase certo que seja uma combinação de repressão ordenada pelo Estado e interferência cibernética externa", disse Kathryn Raines, líder da equipe de inteligência de ameaças cibernéticas da plataforma de inteligência Flashpoint, à CNBC no início desta semana.
O Irã não comentou oficialmente sobre a interrupção.
Analistas dizem que a falta de conectividade com a internet no Irã provavelmente aumentará a confusão, com os cidadãos no terreno impossibilitados de se comunicar com suas famílias, documentar eventos ou obter atualizações em tempo real sobre o conflito.
Empresas de cibersegurança alertaram que o Irã provavelmente responderá com ciberataques, realizados diretamente pelo governo ou por grupos aliados.
Em um comunicado compartilhado com a CNBC, Adam Meyers, chefe de operações de contra-ataque da CrowdStrike, afirmou que a empresa já estava "observando atividades consistentes com agentes de ameaças e grupos hacktivistas alinhados ao Irã realizando reconhecimento e iniciando ataques de negação de serviço (DoS)".


