A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) afirmou nesta 5ª feira (5.mar.2026) que o Estreito de Ormuz está fechado só para navios dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais. A região marítima entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico é rota de transporte de 20% a 30% de todo o petróleo global.
“Nós já havíamos dito que, com base nas leis e resoluções internacionais, em tempos de guerra, a República Islâmica do Irã terá o direito de controlar a passagem pelo Estreito de Ormuz”, disse a IRGC, segundo a emissora estatal Irib, citada pela CNN.
A Guarda Revolucionária acrescentou que, se embarcações pertencentes aos EUA, a Israel, à Europa “e a seus aliados forem observadas, certamente serão atingidas”.
O bloqueio é um ato estratégico do Irã para pressionar os EUA: ao ameaçar bombardear navios que passem pelo estreito, o país ganha vantagem em negociações de paz, pois imediatamente mobiliza países dependentes da rota para pressionar por um cessar-fogo.
Entre os principais afetados está a China, que tem boas relações com o Irã, além de Índia, Japão e Coreia do Sul.
Na 4ª feira (4.mar), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China declarou que não tinha conhecimento da autorização do Irã para a navegação de embarcações chinesas pelo Estreito de Ormuz.
O estreito foi fechado depois que os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar conjunta contra o Irã no sábado (28.fev). Além de Teerã, capital iraniana, ao menos outras 18 localidades também foram atingidas. O espaço aéreo do Irã foi fechado.
Entre os locais atingidos estão: Teerã, Abyek, Karaj, Tabriz, Urmia, Kermanshah, Lorestan, Qom, Ilam, Khorramabad, Dezful, Shiraz, Bushehr, Bandar Abbas, Minab, Asaluyeh, Konarak, Chabahar e Isfahan.
No anúncio do início da campanha militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que o objetivo era pôr fim ao programa nuclear do regime persa e atuar em defesa dos norte-americanos. Trump também disse que a “a hora da liberdade” dos iranianos estava próxima.
Mais tarde, Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos, em 1 dos ataques realizados na manhã de sábado (28.fev) em Teerã. Posteriormente, o governo iraniano corroborou a informação e decretou 40 dias de luto oficial.
Foi formado um conselho composto por 3 integrantes para exercer as funções do líder supremo. Integram o grupo interino o aiatolá Alireza Arafi, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei.
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:


A narrativa dominante sobre envelhecimento, que seria uma trajetória de declínio gradual e inescapável, não corresponde à realidade vivida por milhões de p
