A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ouviu nesta 2ª feira (2.mar.2026) Aline Bárbara Mota de Sá Cabral, ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Ela confirmou que tinha acesso ao cofre da empresa vinculada ao empresário. Também relatou que entregava dinheiro a um motorista para compras.
As declarações foram dadas em resposta ao deputado Alfredo Gaspar (União Brasil -AL), relator da comissão. Sobre o dinheiro que Cabral retirava do cofre, ela confirmou que era para a compra de insumos. “Portanto era uma quantidade específica de dinheiro, R$ 500, R$ 1.000 reais no máximo”, finalizou.
A ex-secretária não identificou se outras pessoas recebiam pagamentos ilícitos. De acordo com ela, o motorista a encontrava para receber o dinheiro, que era usado para comprar insumos para a empresa. Depois das compras, ele entregava as notas fiscais.
Cabral negou que tenha realizado o pagamento de passagens aéreas ou tenha feito depósitos para Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha“, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no período em que trabalhou para o Careca do INSS.
A defesa apresentou recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal) antes do depoimento. Os advogados da ex-secretária sustentaram que ela foi formalmente convocada na condição de testemunha. Contudo, o conteúdo do requerimento aprovado pela CPMI sugeria que ela estaria sendo tratada como investigada.
O ministro André Mendonça determinou que Cabral deveria comparecer à CPMI e garantiu a ela o direito de permanecer em silêncio para não produzir provas contra si mesma.


