O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), publicou na noite de domingo (1º.mar.2026) o 2º episódio da série “Os Intocáveis”, com fantoches que representam os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
O vídeo satiriza a decisão de Gilmar Mendes que, na 6ª feira (27.fev), anulou a deliberação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado que havia determinado a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridth Participações, ligada à família de Toffoli. O ministro afirmou haver desvio de finalidade e ordenou a destruição de eventuais relatórios e informações obtidos a partir da medida.
Na encenação publicada por Zema, o fantoche inspirado em Toffoli diz que a CPI teria aprovado “por unanimidade” a quebra de sigilos “bancário, fiscal, telefônico e de e-mail” e, em seguida, faz menções irônicas a recebimento de valores “do Master” e uso de jatinho. O diálogo também inclui referências a supostas movimentações financeiras suspeitas e insinuações de ligação com lavagem de recursos e o PCC — todas apresentadas no vídeo como parte da sátira.
Assista ao vídeo (1m27s):
Em outro trecho, o personagem inspirado em Gilmar afirma que poderia anular a decisão com base em “desvio de finalidade e abuso de poder”. No final, o vídeo sugere troca de favores ao mencionar o resort Tayayá e “cortesias”, em tom de piada.
O 1º episódio, publicado em 23 de fevereiro, contou com representações do ministro Alexandre de Moraes e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A legenda que acompanha a publicação diz: “E se existisse uma série sobre os intocáveis do Brasil? O primeiro episódio seria mais ou menos assim…”
Em 23 de fevereiro, o governador também divulgou vídeo em que afirmou que integrantes do STF seriam “intocáveis” e citou o caso Banco Master ao falar em “pressão” para paralisar investigações.
Assista ao vídeo (50s):


