O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou em fevereiro e ficou acima das estimativas do mercado. O indicador subiu 0,84% no mês, apóO Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou em fevereiro e ficou acima das estimativas do mercado. O indicador subiu 0,84% no mês, apó

IPCA-15 sobe 0,84% em fevereiro e fica acima das projeções

2026/02/27 21:15
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IPCA-15 sobe 0,84% em fevereiro e fica acima das projeções

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou em fevereiro e ficou acima das estimativas do mercado. O indicador subiu 0,84% no mês, após alta de 0,20% em janeiro, conforme os dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o avanço foi de 4,10%.

A expectativa em pesquisa da Reuters para a prévia oficial da inflação no Brasil era de alta de 0,57% na base mensal e de 3,82% no acumulado anual.

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial do país. Ele mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e coleta dados, em geral, entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês de referência, antecipando a tendência do IPCA cheio.

O que contribuiu para o avanço do IPCA-15 em fevereiro?

A maior alta percentual foi registrada no grupo Educação, que avançou 5,20% e respondeu por 0,32 ponto percentual (p.p.) do índice geral. O movimento é típico de fevereiro, devido aos reajustes de mensalidades no início do ano letivo.

“Embora o IPCA-15 capture efeitos sazonais típicos de fevereiro, os dados indicaram deterioração qualitativa. Ainda assim, mantemos a avaliação de que o quadro inflacionário brasileiro segue em processo de desinflação, sustentado pela valorização recente do câmbio, maior estabilidade das commodities, recuo dos preços dos alimentos e desaceleração dos custos de produção, tanto no setor agrícola quanto no industrial”, destaca Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.

Dentro do grupo, os cursos regulares subiram 6,18%, com destaque para as altas no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%), que concentraram a maior parte da pressão.

Já o grupo Transportes avançou 1,72% e teve o maior impacto individual no índice, com contribuição de 0,35 p.p. A principal pressão veio das passagens aéreas, que dispararam 11,64% no mês.

Os combustíveis também subiram 1,38%, com altas no etanol (2,51%), na gasolina (1,30%) e no óleo diesel (0,44%), enquanto o gás veicular recuou 1,06%. Além disso, o ônibus urbano registrou alta de 7,52% após reajustes em seis das 11 áreas pesquisadas, e o metrô subiu 2,22%.

Outro grupo que contribuiu para a aceleração foi Saúde e cuidados pessoais, com avanço de 0,67% e impacto de 0,09 p.p., puxado pelos aumentos nos artigos de higiene pessoal (0,91%) e nos planos de saúde (0,49%).

“Esse conjunto de fatores, aliado à moderação da atividade econômica, tende a contribuir para que o IPCA de 2026 encerre em 4,0% ao fim do ano, de acordo com as nossas projeções”, destaca Sung.

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