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Base lidera ranking de L2 impulsionada por SocialFi, memecoins e IA: impacto no ecossistema Ethereum

2026/02/24 01:10
Leu 4 min
Rede Base
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Base, a rede de segunda camada (Layer 2) incubada pela Coinbase, consolidou sua liderança no ecossistema Ethereum ao registrar receitas de US$ 92 milhões (aproximadamente R$ 533 milhões) em 2024. Impulsionada por narrativas de SocialFi, memecoins e o surgimento de agentes de inteligência artificial (IA) operando on-chain, a rede superou concorrentes veteranos, atingindo um Valor Total Bloqueado (TVL) superior a US$ 6 bilhões (cerca de R$ 34,8 bilhões). Esse movimento marca uma mudança significativa na hierarquia das soluções de escalabilidade.

O que está por trás dessa movimentação?

Em termos simples, a ascensão meteórica da Base não foi acidental. Lançada inicialmente utilizando a tecnologia da OP Stack, a rede aproveitou a base de 110 milhões de usuários da Coinbase para facilitar a entrada de novos investidores no mundo DeFi. Recentemente, a equipe iniciou uma transição para uma infraestrutura interna unificada, visando maior autonomia técnica e atualizações mais rápidas.

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Esse domínio ocorre em um momento em que concorrentes enfrentam fragmentação de liquidez. O sucesso inicial foi catalisado pelo fenômeno “Onchain Summer” e aplicativos como Friend.tech, que, apesar da queda posterior, provaram a capacidade da rede de processar alto volume a baixo custo. Agora, a narrativa evoluiu para incluir negociações massivas de memecoins e a integração de tokens de IA, mantendo a rede no topo das métricas de atividade.

Quais são os dados e fundamentos destacados?

A consolidação da Base como líder das L2s é sustentada por métricas financeiras e técnicas robustas que a diferenciam de competidores como Arbitrum e Optimism:

  • Domínio de Receita: Enquanto o setor de L2 gerou US$ 277 milhões em 2024, a Base capturou sozinha US$ 92 milhões, superando a Arbitrum em 41%, segundo dados compilados pela CryptoSlate.
  • Volume Recorde: A rede atingiu picos de 8,8 milhões de transações diárias no final de 2024, impulsionada pela negociação de cbBTC e agentes de IA via Virtuals Protocol.
  • Mudança Estratégica: A decisão da rede de evoluir sua arquitetura é crítica. Recentemente, foi noticiado que a Base da Coinbase abandona parcialmente a dependência exclusiva do OP Stack para criar uma distribuição in-house, o que altera a dinâmica de colaboração anterior.
  • Taxas e Lucratividade: Em janeiro de 2025, a Base chegou a capturar 70% de todas as taxas das L2s do Ethereum, gerando cerca de US$ 147 mil (R$ 850 mil) por dia, enquanto a maioria das outras cadeias lucrava menos de US$ 5 mil.

Essa migração de atividade teve consequências diretas no mercado, onde o Optimism despenca dois dígitos com as mudanças da Base, refletindo a preferência dos usuários e desenvolvedores pela infraestrutura da Coinbase.

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Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor brasileiro, o domínio da Base sinaliza onde a liquidez e as oportunidades especulativas — especialmente em memecoins e tokens de IA — estão se concentrando. Diferente de outras redes que exigem pontes (bridges) complexas e caras, a Base oferece uma experiência de usuário simplificada, muitas vezes com taxas de transação custando centavos de Real (BRL). Isso democratiza o acesso a estratégias de DeFi avançadas.

Além disso, o sucesso da Base fortalece a tese do Ethereum como a principal camada de liquidação global. É importante lembrar que o Ethereum divulga roadmap para 2026 focado na recuperação do ETH, e o crescimento de L2s eficientes é parte central dessa estratégia. Para quem opera no Brasil, utilizar a Base pode significar menor custo operacional e acesso antecipado a tendências globais.

Riscos e o que observar

Apesar dos números impressionantes, a centralização continua sendo um ponto de atenção. A Coinbase mantém controle significativo sobre a rede, embora esteja avançando para “Stage 1” de descentralização com a implementação de provas de falha. A volatilidade dos setores que impulsionam a Base (memecoins e SocialFi) também apresenta alto risco.

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Por fim, o mercado de L2 é dinâmico e novos concorrentes focados em privacidade podem surgir, como visto recentemente quando o token Aztec disparou após listagem na Coreia do Sul. Investidores devem monitorar se a Base conseguirá manter sua liderança sem um token nativo para incentivos.

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