Levantamento da Genial/Quaest mostra que a maioria dos brasileiros confia no sistema, mas que o índice de desconfiança segue altoLevantamento da Genial/Quaest mostra que a maioria dos brasileiros confia no sistema, mas que o índice de desconfiança segue alto

43% dizem não confiar nas urnas eletrônicas, diz pesquisa

2026/02/15 19:51
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Levantamento da Genial/Quaest divulgado neste domingo (15.fev.2026) mostra que 53% dos brasileiros confiam nas urnas eletrônicas, enquanto 43% dizem não confiar. Entre os eleitores que dizem apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o índice de confiança vai a 78%. O percentual cai para 18% entre os que se identificam como apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A pesquisa foi realizada de 5 a 9 de fevereiro de 2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 120 municípios. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº BR-00249/2026. Eis a íntegra do levantamento (PDF – 1,6 MB).

No recorte religioso, 52% dos evangélicos declaram não confiar no sistema eletrônico de votação, enquanto 44% dizem confiar. Já entre os católicos, 57% confiam, contra 39% que não confiam.

No Sul e no Centro-Oeste houve empate entre os que confiam e os que não confiam. No Nordeste, 59% confiam, enquanto 37% dizem que não confiam. No Sudeste, 54% confiam nas urnas eletrônicas, contra 42% que não confiam.

As urnas eletrônicas foram alvo frequente de críticas de Bolsonaro durante seu mandato. Em uma transmissão ao vivo realizada em 2021, o ex-presidente disse que haveria fraudes no sistema, mas não apresentou provas. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) abriu um inquérito administrativo sobre as declarações, mas arquivou o procedimento.

As alegações falsas sobre o sistema eleitoral também foram consideradas pela Justiça no processo que resultou na condenação de Bolsonaro, do ex-ministro Walter Braga Netto e de outros réus por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Para a maioria dos ministros da 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), a divulgação dessas informações incentivou pedidos de intervenção militar e contribuiu para os atos que culminaram na invasão das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

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