Taxa acumulada em 12 meses deve ceder de 4,44% para patamar próximo a 3,6% em março, segundo projeçõesTaxa acumulada em 12 meses deve ceder de 4,44% para patamar próximo a 3,6% em março, segundo projeções

Mercado financeiro vê inflação abaixo de 4% a partir de agora

2026/02/14 21:00
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Os agentes do mercado financeiro esperam uma inflação anualizada abaixo de 4% a partir de agora. A mediana das projeções dos agentes financeiros no Boletim Focus diz que a taxa acumulada em 12 meses cairá de 4,44% para em torno de 3,6% em fevereiro. As expectativas dizem que o percentual permanecerá entre 3% e 4% até o fim de 2027.

As expectativas corroboram o processo de desinflação da economia brasileira depois de um longo aperto monetário –processo que deverá se manter nos próximos meses. O BC (Banco Central) implementou um ciclo de reajustes na taxa básica, a Selic, que iniciou em agosto de 2024 e terminou em junho de 2025. No período, o juro-base aumentou de 10,5% para 15% ao ano.

O Banco Central subiu os juros para controlar a inflação, que ficou acima do intervalo permitido em 22 dos 37 meses no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de janeiro de 2023 a janeiro de 2026.

O Copom (Comitê de Política Monetária) sinalizou na última reunião, em janeiro, que deverá promover um corte na taxa Selic no próximo encontro, em março. Economistas ainda avaliam se o início de corte de juros começará com uma redução de 0,25 ponto percentual ou de 0,5 ponto percentual.

Levantamento feito pelo Poder360 mostra que a inflação atingirá 3,32% em julho, segundo a mediana das projeções. Subirá para 3,93% até dezembro de 2026 e permanecerá abaixo de 4% até, pelo menos, dezembro de 2027. As taxas foram calculadas com base na mediana das estimativas para a variação mensal do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

INFLAÇÃO DE SERVIÇOS

André Valério, economista sênior do Inter Inter, disse que a inflação de serviços encerrou 2025 com alta acumulada de 6,0%, ou 3 pontos percentuais acima da meta de inflação. Para ele, há um longo caminho para a convergência para 3%.

“Com o dado de janeiro, vimos uma melhora na margem, com a inflação de serviços acumulando alta de 5,28% nos últimos 12 meses. Os itens que têm mantido a inflação de serviços pressionada são justamente aqueles com maior peso no bolso do consumidor brasileiro, que são aluguel e condomínio, lanche, refeição, empregado doméstico, educação fundamental e superior, transporte por aplicativo, conserto de automóvel e cabeleireiro e barbeiro”, disse.

Ele disse que os itens respondem por mais de 70% da inflação de serviços acumulada nos últimos 12 meses em janeiro.

“São itens pouco sensíveis à taxa de juros, com elevado componente inercial, e que apresentam maior tempo para convergir em direção à meta, especialmente em ambiente de mercado de trabalho robusto, que contribui para sustentar a demanda em patamar robusto”, declarou.

Para o economista, a taxa do IPCA deverá continuar em processo de desinflação em 2026. Valério espera que a inflação de serviços continue cedendo ao longo do ano, mesmo que em ritmo lento.

“Na nossa visão, os riscos altistas para a inflação em 2026 vêm dos itens mais voláteis. Existe a expectativa de pressão sobre os preços dos alimentos a partir do 2º semestre devido ao La Niña, que deve fornecer condições adversas de oferta”, declarou o economista.

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