Bitcoin cai para US$ 69 mil em fevereiro de 2026, refletindo pressões geopolíticas, desdolarização global e aperto monetário. Análise completa do ponto de infleBitcoin cai para US$ 69 mil em fevereiro de 2026, refletindo pressões geopolíticas, desdolarização global e aperto monetário. Análise completa do ponto de infle

Bitcoin em Ponto de Inflexão: Mercado Cripto Enfrenta Pressões Geopolíticas e Macroeconômicas em Fevereiro de 2026

2026/02/11 11:03
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Bitcoin Cai para US$ 69 Mil Enquanto Mercado Cripto Enfrenta Volatilidade Extrema

O mercado de criptomoedas atingiu um ponto de inflexão crítico em fevereiro de 2026, com Bitcoin caindo para aproximadamente US$ 69 mil nas últimas horas, refletindo uma queda de 50% desde outubro de 2025. A volatilidade extrema coloca em questão a durabilidade dos rebotes rápidos e aponta para cenários de correção significativa nos próximos meses.

Segundo análises técnicas, o Bitcoin apresenta um Índice de Força Relativa (RSI) rebotando de 18, indicando sobrevenda extrema. Para reverter o momentum bearish, seria necessária uma recuperação acima de US$ 80 mil. Analistas russos preveem que o preço pode testar resistências em US$ 72-73 mil ou cair ainda mais para US$ 49 mil em abril, espelhando o padrão de correção 1:1 similar à venda de outubro.

Pressões Geopolíticas Aceleram Desdolarização Global

A volatilidade do Bitcoin não ocorre em isolamento. O mercado cripto está profundamente conectado a dinâmicas geopolíticas e macroeconômicas mais amplas que redefinem o sistema financeiro global.

Fragmentação em blocos rivais: China, Índia, Rússia e Brasil aceleram a desdolarização, reduzindo exposição a Treasuries dos EUA e acumulando ouro como ativo de proteção. O Brasil, por exemplo, comprou 42,8 toneladas de ouro em 2025, elevando suas reservas para 6,5% do total. Simultaneamente, a China instruiu seus bancos a reduzirem significativamente a exposição a títulos do Tesouro americano.

Enfraquecimento do dólar: A moeda americana atinge sua menor participação nas reservas globais em 30 anos, com apenas 56,9% do total. O real brasileiro, por sua vez, atingiu sua menor cotação em mais de 20 meses, refletindo a diversificação cambial liderada pela China e a reavaliação do papel do dólar como ativo de proteção.

Neste contexto, Bitcoin ressurge como hedge soberano neutro para países buscando diversificar suas reservas. Porém, sua correlação com ativos de risco persiste em momentos de crise, limitando sua eficácia como porto seguro em cenários de pânico extremo.

Aperto Monetário Global Reduz Apetite por Ativos Especulativos

Bancos centrais ao redor do mundo mantêm políticas monetárias restritivas que pressionam criptomoedas. O Banco Central da Austrália elevou juros a 3,85%, enquanto o Banco Central Europeu avalia ajustes em meio a inflação persistente e incertezas comerciais.

O Índice de Medo e Ganância (CFGI) encontra-se em pânico extremo, similar aos níveis de 2022. Altcoins como Ethereum e Solana sofrem quedas ainda mais severas, com Solana negociando abaixo de US$ 100. Ethereum, por sua vez, acumula queda de 62%, embora a BitMine tenha comprado mais de 40 mil ETH em um único dia, sinalizando acumulação agressiva em níveis deprimidos.

Novo Marco Regulatório no Brasil Transforma Dinâmica do Mercado

Em desenvolvimento positivo para o setor, o Banco Central do Brasil implementou novas regras para criptomoedas em fevereiro de 2026. As Resoluções 519, 520 e 521 estabelecem as primeiras regras completas para o setor, criando Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs) com exigências rigorosas de governança, capital mínimo e supervisão.

Essas regulações elevam os custos operacionais e podem impulsionar a migração de algumas operações para o exterior. Porém, também atraem players institucionais de grande porte, como o grupo Deutsche Börse, maior organização de bolsas de valores do mundo, que confirmou interesse em operar no Brasil graças à clareza regulatória.

Tributação em discussão: O Governo Lula propõe aplicar IOF de até 3,5% em operações com Bitcoin e stablecoins, equiparando-as a transações financeiras tradicionais. A medida busca isonomia com câmbio tradicional e combate a crimes financeiros, com possível vigência em 2026 após consulta pública.

Tokenização de Ativos Reais Impulsiona Adoção Institucional

Apesar da volatilidade de preços, a adoção de blockchain por instituições continua avançando significativamente. A tokenização de ativos reais (RWA) emerge como padrão operacional em 2026, reorganizando o mercado financeiro com eficiência, rastreabilidade e compliance.

Plataformas como BLOCKBR oferecem infraestrutura end-to-end para empresas tokenizarem ativos, integrando risco, governança e distribuição pública. Mineradores de Bitcoin diversificam para data centers de IA, enquanto protocolos como XRP exploram crédito nativo em cadeia.

Eventos como Liquidity 2026 reúnem líderes globais para discutir ativos digitais e integração com finanças tradicionais. Analistas comparam o mercado cripto em 2026 com a internet em 2002, com “fintech wrappers” acelerando a adoção institucional de longo prazo, diferentemente de ciclos especulativos passados.

Perspectivas para 2026: Entre Pessimismo de Curto Prazo e Otimismo Institucional

As perspectivas para 2026 apresentam contraste marcante. Cenários pessimistas de curto prazo apontam para Bitcoin testando US$ 49-60 mil em abril, com volatilidade persistente impulsionada por riscos geopolíticos e macroeconômicos.

Por outro lado, projeções otimistas de longo prazo sugerem recuperação significativa. O banco Citi projeta Bitcoin atingindo US$ 143 mil até o final de 2026, impulsionado por regulação favorável e adoção institucional consolidada. Stablecoins como Tether integram reservas diversificadas (títulos, ouro, Bitcoin) até janeiro de 2026, posicionando-se como base para sistemas monetários futuros.

A criação da RESBit (Reserva Estratégica de Bitcoin) no Brasil, com monitoramento via blockchain e relatórios transparentes, exemplifica como governos exploram criptomoedas como ativo estratégico em contexto de desdolarização global.

Conclusão: Inflexão Crítica com Oportunidades Estruturais

Fevereiro de 2026 marca um ponto de inflexão para o mercado de criptomoedas. A queda de 50% desde outubro reflete pressões reais: tensões geopolíticas, desdolarização acelerada, aperto monetário global e volatilidade macroeconômica.

Porém, sob a superfície da volatilidade, estruturas institucionais amadurecem. Regulação consolidada, tokenização de ativos reais, adoção corporativa e interesse de bancos centrais em ativos digitais indicam que 2026 pode ser o ano em que criptomoedas transitam de especulação para infraestrutura financeira genuína.

Investidores e instituições enfrentam escolha clara: navegar a volatilidade de curto prazo ou posicionar-se para oportunidades estruturais de longo prazo em um sistema financeiro em transformação.

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