Presidente do partido reforça posição depois de reunião com o petista, apesar da possibilidade de vaga ir para o MDBPresidente do partido reforça posição depois de reunião com o petista, apesar da possibilidade de vaga ir para o MDB

PSB não abre mão de Alckmin como vice de Lula, diz João Campos

2026/02/11 06:45
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O presidente do PSB, João Campos, afirmou que a permanência de Geraldo Alckmin na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é prioridade absoluta do partido. Disse ter reafirmado a posição em reunião no Palácio do Planalto nesta 3ª feira (10.fev.2026). O governo, ao mesmo tempo, negocia a vaga de vice com o MDB.

Campos afirmou em conversas com jornalistas que o apoio do PSB ao presidente está mantido e que a defesa de Alckmin foi feita de forma direta. Classificou o vice como peça-chave da aliança e disse que a conversa ocorreu em ambiente franco e amistoso.

“Naturalmente, a gente tem um cenário em vários Estados do Brasil em que há uma aliança entre os partidos. […] Foi uma leitura rápida do quadro, mas sempre muito afirmativa da nossa parceria com o presidente Lula, que se materializou na eleição passada e que, nesta eleição, também se mantém”, declarou Campos.

A reunião se dá em um momento de tensão nos bastidores. Lula avalia abrir a vaga de vice ao MDB para ampliar a coligação em 2026, garantir mais tempo de propaganda e reforçar a base no Congresso. 

O movimento enfrenta resistência do PSB, no governo e no PT. Para o Partido dos Trabalhadores, Alckmin é o vice natural.

Campos disse confiar na relação entre Lula e Alckmin e evitou detalhar cenários alternativos. Tratou como especulações as discussões sobre exigências ou mudanças na composição da chapa.

A disputa ganhou um novo elemento com a possibilidade de filiação de Simone Tebet ao PSB. A ministra recebeu convites para disputar o Senado por São Paulo em 2026. A mudança facilitaria acordos estaduais e reduziria a dependência do MDB paulista.

Caso se confirme, a filiação fortaleceria o PSB no maior colégio eleitoral do país e afastaria Tebet do MDB de São Paulo, que hoje apoia o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A estratégia de Lula com o MDB se apoia no peso do partido nos municípios e na força no Congresso. O risco é abrir desgaste com Alckmin, aliado central do governo. O vice já sinalizou que não disputará outro cargo caso deixe a chapa, mas manterá apoio a Lula.

Ao fim da reunião, Campos disse sair confiante na aliança nacional. Afirmou que PSB e PT seguirão juntos na montagem dos palanques estaduais.

A parceria já está consolidada em Estados do Nordeste. No Ceará, o PSB apoia a reeleição de Elmano de Freitas (PT). Na Bahia, no Piauí e no Rio Grande do Norte, as legendas integram os mesmos grupos políticos.

Em Pernambuco, Campos vai sair ao governo estadual e tudo indica que receberá apoio de Lula, apesar de o presidente manter bom diálogo também com a governadora Raquel Lyra (PSD) –que tenta a reeleição.

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