Colapso da BitRiver expõe fragilidade da mineração russa Pressão regulatória acelera saída de mineradores do país Escândalo fiscal ameaça participação russa no Colapso da BitRiver expõe fragilidade da mineração russa Pressão regulatória acelera saída de mineradores do país Escândalo fiscal ameaça participação russa no

Bitcoin sob pressão: Mineradores russos podem sair do jogo com colapso da BitRiver

2026/02/04 06:00
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  • Colapso da BitRiver expõe fragilidade da mineração russa
  • Pressão regulatória acelera saída de mineradores do país
  • Escândalo fiscal ameaça participação russa no hash rate global

A indústria de mineração de Bitcoin na Rússia enfrenta um momento crítico. A BitRiver, maior operação industrial do país, entrou em colapso nesta semana e expôs fragilidades que podem forçar diversas empresas a abandonar o setor.

Segundo analistas, a crise revela como o ambiente regulatório instável e a falta de modelos corporativos sólidos afetam até mesmo os gigantes da mineração. A situação também ameaça reduzir a influência da Rússia no mercado global de hash rate.

Bitriver desmorona e expõe risco sistêmico

A empresa mergulhou em dificuldades depois que suas plataformas foram desligadas, seus funcionários ficaram sem salários por três meses e seu fundador, Igor Runets, acabou colocado em prisão domiciliar. As autoridades investigam suspeitas de evasão fiscal em larga escala, o que aumenta ainda mais a tensão no setor.

Ele também alertou que a saída de mineradores, sobretudo dos mais frágeis, pode acelerar rapidamente.

Embora a empresa tenha movimentado mais de 175 mil máquinas de mineração e registrado US$ 133 milhões em receita em 2025, a pressão regulatória e os problemas internos desmontaram sua estrutura. A BitRiver operava consumindo 533 megawatts distribuídos em 15 data centers, uma potência que simbolizava a força da empresa no país.

Mineração Russa pode perder fôlego após a crise

A queda da BitRiver representa um golpe profundo para um setor que crescia de forma acelerada. Só em 2025, os mineradores russos produziram cerca de 26 mil Bitcoins, equivalentes a quase US$ 2 bilhões, ampliando a capacidade do país para 11 GW.

Runets, fundador da empresa na Sibéria, era conhecido como o “padrinho da mineração de Bitcoin na Rússia”, e transformou Irkutsk na capital informal da atividade no país. Porém, segundo o jornal RBC, os promotores suspeitam que ele criou um esquema que permitia a clientes reduzir impostos por meio de despesas fictícias com serviços e equipamentos ASIC.

Investigações indicam que diversas empresas transferiram recursos para a BitRiver alegando compra de máquinas que nunca receberam. Essas transações, segundo autoridades, serviram para justificar declarações de despesas inexistentes.

Relatos também indicam que a BitRiver fechou vários escritórios. Funcionários afirmaram que pessoas desconhecidas retiraram equipamentos e documentos, sem informar o destino do material. Parte do quadro de colaboradores já pediu demissão, enquanto o restante não recebe respostas de executivos ou do próprio Runets.

Especialistas afirmam que o ambiente jurídico indefinido, aliado a sanções internacionais, pode ter tornado o peso operacional insustentável. Tanto Runets quanto a BitRiver foram incluídos em listas de sanções dos Estados Unidos em 2022, o que ampliou a pressão financeira e restrições comerciais.

No fim, o colapso da BitRiver pode transformar profundamente a mineração russa. Agora, com a maior empresa do país à beira da falência, o setor encara uma fase de incertezas que pode reduzir sua participação global e acelerar a saída de mineradores do mercado.

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