Whitepaper do Bitcoin foi publicado em 2008; Satoshi atuou no código até 2010. Epstein esteve preso ou sob supervisão judicial durante esse período. Não há provWhitepaper do Bitcoin foi publicado em 2008; Satoshi atuou no código até 2010. Epstein esteve preso ou sob supervisão judicial durante esse período. Não há prov

Teoria liga Jeffrey Epstein a Satoshi Nakamoto e reacende FUD no Bitcoin, mas fatos desmontam a narrativa

2026/02/03 04:00
  • Whitepaper do Bitcoin foi publicado em 2008; Satoshi atuou no código até 2010.
  • Epstein esteve preso ou sob supervisão judicial durante esse período.
  • Não há provas técnicas, documentais ou históricas que o liguem à criação do Bitcoin.

Uma teoria que associa Jeffrey Epstein ao pseudônimo Satoshi Nakamoto voltou a circular nas redes sociais e reacendeu debates no mercado de criptomoedas.

Apesar da repercussão, registros públicos, cronologia dos fatos e dados técnicos enfraquecem a hipótese.

Cronologia do Bitcoin contradiz a narrativa

Satoshi Nakamoto divulgou o whitepaper do Bitcoin em 31 de outubro de 2008. Além disso, ele participou ativamente do desenvolvimento do software entre 2009 e 2010.

Nesse mesmo período, Jeffrey Epstein cumpria pena ou seguia sob rigorosa supervisão estatal na Flórida, por isso, especialistas consideram improvável a compatibilidade entre os dois históricos.

Além disso, não há indícios de que Epstein dominasse criptografia, C++ ou participasse de comunidades cypherpunks, bases conceituais do Bitcoin.

Doações ao MIT e e-mails enfraquecem a tese

Epstein realizou doações ao MIT Media Lab, em alguns casos por meio de intermediários, entretanto, nenhum registro indica que esses recursos financiaram o desenvolvimento do Bitcoin.

A Digital Currency Initiative (DCI) surgiu anos depois, após o colapso da Bitcoin Foundation. Segundo o MIT, Reid Hoffman e Fred Wilson lideraram o financiamento inicial do projeto.

E-mails divulgados em 2014 e 2018 mostram Epstein questionando Peter Thiel e Steve Bannon sobre temas básicos de criptomoedas, as mensagens abordam impostos, regulação e distribuição de ativos digitais.

Se fosse Satoshi, analistas afirmam que ele não buscaria explicações introdutórias uma década depois.

Contato com figuras do setor não indica autoria

Defensores da teoria citam encontros de Epstein com nomes como Brock Pierce e Larry Summers. No entanto, esses contatos ocorreram quando o Bitcoin já havia alcançado ampla notoriedade.

Especialistas destacam que Epstein costumava se aproximar de setores em ascensão para ampliar influência e prestígio, portanto, a presença em agendas e listas de contatos não comprova participação na criação do Bitcoin.

Identidade de Satoshi não altera os fundamentos do Bitcoin

Analistas ressaltam que, mesmo com a revelação da identidade de Satoshi, o impacto prático seria mínimo. O Bitcoin opera de forma open source, descentralizada e sem liderança central.

A governança da rede depende de consenso e código, não de indivíduos, por isso, rumores sobre o criador geram ruído no curto prazo, mas não afetam os fundamentos do ativo.

Assim, especialistas classificam a teoria envolvendo Epstein como mais um episódio de FUD sem base concreta, os dados disponíveis mostram que a narrativa não se sustenta nos fatos.

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