A lei da investigação de paternidade (Lei 14.138/21) trouxe mudanças importantes para garantir o direito à filiação. Agora, se o suposto pai se recusar a fazer A lei da investigação de paternidade (Lei 14.138/21) trouxe mudanças importantes para garantir o direito à filiação. Agora, se o suposto pai se recusar a fazer

Todo brasileiro que busca o reconhecimento de paternidade precisa saber deste seu direito garantido mesmo sem o teste de DNA

lei da investigação de paternidade (Lei 14.138/21) trouxe mudanças importantes para garantir o direito à filiação. Agora, se o suposto pai se recusar a fazer o teste de DNA, a justiça tem novos mecanismos para presumir a paternidade ou buscar a verdade biológica em parentes.

O que acontece se o suposto pai negar o exame?

Todo brasileiro que busca o reconhecimento de paternidade precisa saber deste seu direito garantido mesmo sem o teste de DNATodo brasileiro que busca o reconhecimento de paternidade precisa saber deste seu direito garantido mesmo sem o teste de DNA

A recusa em fornecer material genético para o exame de DNA não impede o processo. Pelo contrário, a Súmula 301 do STJ já estabelecia que a recusa gera a “presunção de paternidade” (juris tantum). Ou seja, se ele não fizer o teste, o juiz pode declará-lo pai com base em outras provas.

A nova lei avançou ainda mais ao permitir que, na ausência ou recusa do suposto pai, o exame seja realizado em seus parentes consanguíneos (como irmãos ou pais), facilitando a comprovação do vínculo biológico sem depender exclusivamente da vontade do investigado.

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O exame em parentes é obrigatório?

A lei autoriza o juiz a determinar o exame em parentes, preferencialmente os de grau mais próximo. Embora ninguém possa ser forçado fisicamente a ceder material genético, a recusa dos parentes também pode ser interpretada pelo juiz em conjunto com as demais provas do processo.

Essa medida visa proteger o direito da criança de conhecer sua origem genética, um direito fundamental garantido pela Constituição e defendido pelo Ministério Público.

Mudanças trazidas pela Lei 14.138/21:

  • Permite exame de DNA em parentes consanguíneos.
  • Reforça a presunção de paternidade em caso de recusa.
  • Agiliza processos onde o suposto pai é falecido ou ausente.

Como iniciar um processo de investigação gratuito?

Qualquer mãe ou filho maior de idade pode procurar a Defensoria Pública de seu estado para iniciar a ação de investigação de paternidade. O processo é gratuito para quem não pode pagar advogados e custas judiciais.

O reconhecimento da paternidade garante direitos essenciais, como pensão alimentícia e herança. A tabela abaixo resume as consequências da recusa.

SituaçãoConsequência Legal
Suposto Pai Recusa DNAPresunção de paternidade (ele vira pai legalmente).
Suposto Pai FalecidoExame feito em parentes consanguíneos.
Parentes Recusam DNAJuiz analisa recusa junto com outras provas.

Por que essa lei é um avanço social?

Ela combate a impunidade biológica. Antes, a simples recusa podia travar processos por anos. Agora, a lei prioriza a dignidade da criança e o direito à identidade, garantindo que a verdade biológica prevaleça sobre a evasiva do genitor.

Para aprofundar seu entendimento sobre as atualizações no Direito de Família, selecionamos o conteúdo do canal Rosa Viana Formiga. No vídeo a seguir, a especialista detalha visualmente a Lei 14.138/2021, que permite a realização de exame de DNA em parentes consanguíneos do suposto pai quando este já tiver falecido ou estiver inacessível:

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