Os fundadores do Brex Pedro Frateschi (à esqueda) e Henrique Dubugras — Foto: Divulgação
O anúncio foi feito por Pedro Franceschi hoje (22) em seu perfil no LinkedIn. "Fundamos a Brex em 2017, criando uma nova categoria de empresa que reúne serviços financeiros e software em uma única plataforma", disse o empreendedor. "Nossa visão teve grande repercussão: a Brex atende hoje dezenas de milhares de empresas, desde uma em cada três startups nos EUA até algumas das empresas mais importantes do planeta."
O fundador segue comparando as trajetórias da Brex e do Capital One - este último, segundo ele, foi pioneirio no conceito de fintech, trazendo dados e tecnologia para os serviços financeiros, e "cresceu até se tornar o sexto maior banco e o terceiro maior provedor de cartões de crédito nos EUA". O resultado da união das duas empresas será, segundo ele, uma combinação é diferente de qualquer outra fusão e aquisição bancária na história".
Após as aprovações regulatórias, a Brex passará a fazer parte do Capital One, mas Frateschi continuará sendo o CEO da empresa, e promete melhoras para os clientes. "Ao combinar o produto, a tecnologia e a experiência do cliente da Brex com a escala, a marca, o balanço patrimonial e a mentalidade de investimento de longo prazo do Capital One, seremos capazes de avançar mais rapidamente, investir com mais profundidade e oferecer recursos mais poderosos para as empresas do que qualquer um de nós conseguiria sozinho."
Abordando as mudanças ocorridas na empresa nos últimos dois anos, quando a fintech retomou o crescimento, o fundador diz que a parte mais especial da fusão é perceber que tudo valeu a pena. "Não apenas conseguimos tornar a Brex uma empresa excepcional novamente, como também, ao fazê-lo, conquistamos o direito de consolidar para sempre o lugar da Brex no sistema financeiro americano."
"Acredito que os próximos anos, expandindo a Brex neste formato único, serão os mais impactantes da minha carreira. Sou muito grato à equipe da Capital One por nos darem a oportunidade de jogar este jogo em um nível de escala e ambição sem precedentes", diz, finalizando o post.
Pedro Frateschi e Henrique Dubugras foram tentar a vida no exterior ainda muito cedo. Eles se conheceram pelas redes sociais e chegaram a abrir uma empresa no Brasil, a Pagar.me, comprada pela Stone em 2016.
Depois disso, mudaram para os Estados Unidos com o intuito de estudar Ciência da Computação na Universidade de Stanford. Mas acabaram desistindo do curso e voltando ao empreendedorismo. Em 2019, nasceu a Brex, que trazia a missão de dar crédito a projetos que precisavam de recursos para sair do papel.
Com sede em São Francisco, nos Estados Unidos, a fintech conseguiu saltar de pequena para unicórnio em apenas 16 meses. Hoje, fornece serviços como cartão de crédito corporativo, gestão de caixa, ferramentas de planejamento financeiro e até gerenciamento de ativos para empresas.
Recentemente, a startup foi eleita a segunda empresa mais disruptiva do mundo no ranking Disruptor 50, da CNBC – mesma posição que ocupou na edição de 2022. A empresa ficou atrás apenas da OpenAI, criadora do ChatGPT.


