Grupo de 44 pessoas exibiu bandeiras imperiais e cartazes "Fora Khamenei", em alusão ao atual líder supremo iranianoGrupo de 44 pessoas exibiu bandeiras imperiais e cartazes "Fora Khamenei", em alusão ao atual líder supremo iraniano

Manifestantes contrários ao regime do Irã protestam em SP

2026/01/19 01:43

Manifestantes contrários ao atual regime do Irã realizaram neste domingo (18.jan.2026) um protesto na avenida Paulista, em São Paulo. O ato reuniu 44 pessoas no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), de onde partiram em caminhada em direção ao bairro do Paraíso por volta de 13h.

Os manifestantes exibiram bandeiras com o emblema do “Leão e do Sol”, símbolo associado ao período imperial iraniano. Eles também carregavam fotografias de Reza Pahlavi, filho de Mohammad Reza Pahlavi – último Xá (Rei) que governou o país de 1941 até a Revolução Islâmica de 1979.

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Na imagem, manifestantes em frente ao MASP (Museu de Arte de São Paulo) se enrolam com bandeira “Leão e do Sol”, símbolo associado ao período imperial iraniano, anterior a Revolução Islâmica de 1979

O grupo entoou palavras de ordem em português, inglês e farsi, língua oficial do Irã. Cartazes exibiam mensagens como “Faça o Irã Grande Novamente”, em referência ao slogan de campanha do presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano), e “Fora Khamenei”, em alusão ao atual líder supremo iraniano.

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Manifestantes em frente ao MASP exibem cartaz ‘Fora Khamenei’, dirigido ao atual líder supremo iraniano

Um dos manifestantes carregou uma bandeira de Israel durante o ato. O país tem relações tensas com o regime de Teerã e já foi ameaçado de sofrer bombardeios em caso de um ataque dos Estados Unidos ao Irã.

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Manifestantes na avenida Paulista, em São Paulo, protestam contra a repressão do regime iraniano; ao fundo, uma bandeira de Israel

PROTESTOS NO IRÃ

Os protestos no Irã tiveram início em 28 de dezembro de 2025. São motivados pela situação econômica do país, com desvalorização acentuada da moeda, inflação a 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores foram às ruas para exigir um alívio econômico.

Mais pessoas se juntaram ao ato e passaram a reivindicar reformas políticas e do sistema judiciário, mais liberdade e criticam o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. O Irã reagiu. De acordo com informações da Hrana (Human Rights Activists News Agency), agentes usaram armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimir as manifestações. O acesso à internet foi cortado em 9 de janeiro.

Khamenei chama os manifestantes de “sabotadores”.

  • Ali Khamenei – o aiatolá de 86 anos está no poder desde 1989. Ele comanda uma teocracia islâmica xiita que concentra poder absoluto no líder supremo, cargo vitalício com autoridade sobre todos os Poderes constitucionais. O regime, baseado na Sharia (lei islâmica), impõe restrições severas às mulheres, como uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e necessidade de autorização marital para viagens internacionais. A oposição permanece fragmentada entre monarquistas exilados, a MEK (Organização dos Mujahideen do Povo), minorias étnicas e movimentos de protesto reprimidos, sem liderança unificada.

Veja imagens dos protestos no Irã (1min19s):

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