A plataforma de mercados preditivos Polymarket movimenta mais de US$ 8 milhões em apostas sobre a eleição presidencial de 2026 e indica o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como favorito, com 53% de probabilidade de vitória. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 16%, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, surge na terceira posição, com 13%, em um cenário marcado pela fragmentação da direita.
Segundo os dados mais recentes, as apostas na candidatura de Lula somam mais de US$ 2,8 milhões, embora sua probabilidade tenha recuado 7% em relação a medições anteriores. Ainda assim, o petista mantém ampla vantagem sobre os demais nomes monitorados pelo mercado.
Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, registrou crescimento de 14% nas apostas recentes e já ultrapassa US$ 1,2 milhão em volume negociado. O desempenho o coloca à frente de outros pré-candidatos do campo conservador, mas ainda distante do líder.
Tarcísio de Freitas aparece logo atrás, com 13% de chances. Outros nomes pontuam com percentuais menores, como Renan Santos (7%), Ratinho Júnior (6%) e Fernando Haddad (2%), reforçando a percepção de dispersão entre os candidatos de centro-direita.
A divisão das apostas entre diversos nomes sugere que o mercado ainda não identifica um candidato consolidado capaz de enfrentar Lula em 2026. A ausência de um líder claro no campo conservador contribui para a vantagem expressiva do ex-presidente nas projeções atuais.
O Polymarket opera como um mercado de previsões no qual usuários compram e vendem “ações” vinculadas a resultados futuros. O preço desses ativos reflete a probabilidade coletiva atribuída pelos participantes a cada cenário.
A plataforma ganhou notoriedade internacional ao antecipar a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2024, mesmo quando pesquisas tradicionais indicavam empate técnico.
Especialistas, no entanto, destacam que mercados preditivos não equivalem a pesquisas eleitorais. Enquanto os levantamentos medem a intenção de voto de amostras representativas da população, plataformas como o Polymarket refletem a percepção de investidores dispostos a assumir risco financeiro.
Analistas também alertam para limitações relevantes na aplicação desse tipo de mercado ao cenário brasileiro. Faltam mais de dois anos para o pleito, período suficiente para mudanças profundas no quadro político.
Além disso, candidaturas como a de Flávio Bolsonaro dependem de definições jurídicas ainda pendentes, especialmente relacionadas à situação eleitoral de seu pai, Jair Bolsonaro, que enfrenta processos de inelegibilidade.
Outro ponto é que o mercado não incorpora características centrais do sistema eleitoral brasileiro, como coligações, estratégias de segundo turno e o voto obrigatório, fatores que diferenciam substancialmente o país de outras democracias, como a norte-americana.
A recente alta nas apostas em Flávio Bolsonaro pode refletir mais uma movimentação especulativa sobre um eventual impedimento definitivo da candidatura do ex-presidente do que uma avaliação consolidada sobre suas reais chances eleitorais.
Apesar dessas restrições, os mercados preditivos vêm se consolidando como instrumentos alternativos para medir o sentimento político entre investidores e analistas. O volume superior a US$ 8 milhões negociado neste mercado específico indica interesse internacional relevante no futuro político do Brasil, dada a importância econômica e geopolítica do país.
O artigo Polymarket aponta Lula com 53% de chances de vitória em eventual disputa presidencial foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.


