Analistas políticos e observadores ficaram indignados na quinta-feira após novas reportagens revelarem que o Departamento de Segurança Interna do presidente Donald Trump destruiu com bulldozers um sítio cultural com 1.000 anos de idade no Arizona.
O Washington Post reportou que a expansão do muro fronteiriço da administração Trump no sul do Arizona danificou um sítio arqueológico nativo americano que apresentava um "intaglio" de quase 60 metros de comprimento, ou seja, uma imagem gravada de um peixe no terreno. O relatório indica que as equipas conduziram maquinaria pesada sobre o intaglio, e imagens de satélite mostraram uma "perturbação" na área enquanto as equipas trabalhavam para construir mais de cinco quilómetros de novo muro.

Lorraine Marquez Eiler, uma anciã do povo indígena Hia-ced O'odham, disse ao Post que os danos ocorreram na semana passada.
"Se alguém fosse a Washington e começasse a destruir todos os diferentes sítios que as pessoas nos Estados Unidos reverenciam, é a mesma coisa para nós", disse Marquez Eiler ao meio de comunicação.
"Essas coisas foram feitas pelos nossos antepassados, e está a tocar fundo. … Para mim, é um assunto emotivo", acrescentou.
Outros analistas políticos e observadores pronunciaram-se nas redes sociais.
"Que este regime e todos os seus lacaios vão para o inferno. Isto é destruição ao nível dos talibãs. Todos deviam estar na prisão", publicou no X a comentadora política Libby Spencer.
"O tipo de destruição cultural que normalmente é recebida com condenação global quando feita pelo ISIS ou outros grupos extremistas", publicou no X o jornalista Emmanuel Felton.


